Especialização em Drogas de Abuso

Já está aberta a matrícula para o primeiro curso de especialização em Drogas de Abuso da cidade de Fortaleza-CE! O curso conta com professores de ponta e uma grade curricular multiprofissional! Não perca esta oportunidade! Vagas limitadas!

Acesso o site: www.bit.ly/PosAteneu2018 e faça sua matrícula!


Dia Internacional do Farmacêutico!

Gostaria de deixar registrado os meus mais sinceros parabéns a esta classe de profissionais que fazem a diferença no cotidiano de tantas pessoas.

Ser Farmacêutico

Ser farmacêutico é vocação, é amor, é paixão. Ser farmacêutico é abraçar a saúde do paciente com força e garantir o efeito da suspensão. Ser farmacêutico é atender com maestria pautado na farmacologia, sem esquecer da fisiologia nem da patologia. Ser farmacêutico é ser responsável, amigo, ético e amigável.

Sou farmacêutico… com orgulho e com amor. Pois amo a profissão que Galeno me ensinou!

Um tríplice fraternal abraço a todos os meus colegas farmacêuticos! Hoje é o nosso dia!

Victor Celso.

Farmacêutico.


O antidepressivo Riparina!

Como anunciado há uns dias, o site Farmacologia Clínica vai abrir espaço para os pesquisadores mostrarem a sua produção científica! Para inaugurar o nosso espaço, trago hoje para vocês o artigo da Doutoranda e Mestra em Farmacologia, Auriana Vasconcelos. Vamos conhecer este ativo que promete ser uma ótima alternativa terapêutica para tratamento da depressão.


Título: Subchronic administration of riparin III induces antidepressive-like effects and increases BDNF levels in the mouse hippocampus. 

Autores: Auriana S. Vasconcelos, Iris C.M. Oliveira, Laura T.M. Vidal, Gabriel C. Rodrigues, Stanley J.C. Gutierrez, Jose M. Barbosa-Filho, Silvânia M.M. Vasconcelos, Marta M. de Franca Fonteles, Danielle M. Gaspar, Francisca C.F. de Sousa.

Revista: Fundamental & Clinical Pharmacology, 2015.


Não preciso lembrar da importância de avaliar, identificar e tratar o quadro depressivo na atualidade. A depressão bate a porta de quem menos espera e merece toda a atenção de todos os profissionais da área da saúde.

Levando em consideração o atual quadro mundial, onde tivemos registro de, pelo menos, 298 bilhões de casos mundialmente (somente em 2010) é uma questão delicada e que merece total respeito pela condição. O artigo supracitado informa que a prevalência maior está entre as mulheres do que os homens, sendo assim, o público feminino (além de mais respeito) merece uma atenção maior.

É sabido que os produtos de origens naturais tem ganhado espaço na pesquisa científica visando o isolamento de moléculas promissoras nas mais diversas áreas farmacológicas. Nesse ínterim é que surge a Riparina 3, uma alcamida isolada da planta Aniba riparia que promete ter efeitos antidepressivos bem expressivos.

A metodologia dos pesquisadores foi a do tratamento crônico com corticosterona para indução da depressão e promover a remissão do quadro depressivo com a riparina 3.

Como resultados, os pesquisadores constataram que a Riparina 3 conseguiu aumentar os níveis de BDNF (Sigla em inglês para Fator Neurotófico Derivado do Cérebro), quando comparada com o grupo que foi tratado com corticosterona.

Uma dos coeficientes que tem se mostrado presente nos quadros depressivos é a redução do BDNF, como afirma o artigo intitulado: “The Roles of BDNF in the Pathophysiology of Major Depression and in Antidepressant Treatment”, com a autoria de Bun-Hee Lee Youg-Ku Kim. Sendo assim, ter uma droga com potencial efeito positivo sobre este fator neurotófico pode auxiliar na remissão depressiva.

Esperamos ver mais produções literárias em relação a esta droga fantástica que se mostrou eficaz no tratamento depressivo.


As farmácias não vendem mais meu medicamento, o que fazer?

Quem já se deparou com este tipo problema, seja como profissional ou como paciente, sabe que é algo bem inconveniente de se resolver. Muitas vezes o paciente faz uso de forma crônica de um fármaco e ele some do mercado farmacêutico sem aviso prévio. Este é um problema muito sério, pois mexe com toda a logística do profissional prescritor e com a vida financeira de quem adquire o medicamento. Não é raro o paciente não saber qual conduta tomar e nem solicita ao profissional farmacêutico algumas orientações sobre o ocorrido.

Pois bem, o que fazer?

O ANVISA publicou, no dia 12/07/17, algumas recomendações sobre a temática que vale a pena divulgar:

– Quais os motivos pelos quais um medicamento deixa de ser encontrado?

  • Ainda não existe registro no Brasil.
  • O registro foi cancelado.
  • O laboratório parou de fabricar o produto.
  • Há problemas na distribuição do produto em sua cidade.
  • O laboratório  parou temporariamente de produzir o produto.
  • O medicamento foi retirado do mercado pela Anvisa por problemas na qualidade.

Segundo a ANVISA:  “…os laboratórios são obrigados a informar sempre que houver risco de um produto sair das prateleiras e deixar pacientes sem tratamento. Pela regra, esse aviso deve ser feito com, pelo menos, 12 meses de antecedência, quando houver risco de desabastecimento”.

Sendo assim, procure sempre um farmacêutico e confira se existe algum aviso de interrupção de produção de algum medicamento que você faz uso. Informe ao profissional prescritor o mais rápido possível para que seja tomadas as devidas providências. Seu tratamento é coisa séria, não deixe para depois.

Entrar em contato com SAC (Serviço de Atendimento ao Cliente) do laboratório em questão é sempre interessante. O número para contato encontra-se na embalagem do medicamento. O laboratório pode lhe informar se a falta é provisória ou definitiva. Caso tenha dificuldade neste procedimento fale com um farmacêutico. Tenha certeza que ele vai esclarecer todas as suas dúvidas da melhor maneira possível.

Na grande maioria das vezes existem alternativas terapêuticas (genéricos, similares, outros medicamentos) disponíveis no mercado. Converse com seu Farmacêutico e com o profissional prescritor para ver qual a melhor conduta a ser tomada.

Nunca se automedique! Sua saúde não é brinquedo.


Nota de Agradecimento

Gostaria de deixar aqui registrado meu profundo agradecimento a Editora Manole por acreditar nos professores e pela aposta no ensino superior.
 
Como professor, sei da importância de sempre se manter atualizado e vocês sempre colaboram com nosso conhecimento.
 
Obrigado pelo livro e recomendo a todos os seguidores do site e da página Farmacologia Clínica. Didático e dinâmico o livro Farmácia Clínica & Atenção Farmacêutica do autor Marcelo Polacow Bisson é ótimo! Fica a dica!
 
Vamos nos atualizar, nos especializar e fazer a real diferença na vida das pessoas.
 
Bom domingo a todos!
 
Com apreço,
 
Victor Celso.

Divulgue seu artigo!

O site Farmacologia Clínica, visando a promoção do conhecimento de forma clara, referenciada e com qualidade, traz uma novidade!

Periodicamente serão escolhidos artigos científicos para serem comentados no site! Sabemos que a literatura online é uma ferramenta muito vasta e com alto teor de conteúdo. Visando contribuir ainda mais com esta ferramenta, o site Farmacologia Clínica irá promover alguns artigos para aumentar a exposição destes. A temática, claro, será sobre Farmacologia de forma geral.

Caso você seja autor ou conhece um artigo que vale a pena ser compartilhado, entre em contato!

Email: Contato@FarmacologiaClinica.com.br

 


Lote de Omeprazol com Irregularidades!

Atenção!

Está suspenso, desde o dia 10,  pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária – ANVISA o lote 486773A do medicamento Omeprazol do laboratório EuroFarma Laboratórios S.A.

  •  OMEPRAZOL (pó liofilizado para solução injetável)
  • 40mg
  • Lote: 486773A
  • Val: dezembro 2017 

Segundo o comunicado de recolhimento voluntário, apresentado pela empresa, o produto apresentou desvio de qualidade na rotulagem (no rótulo do produto). Algumas unidades do medicamento supracitado foram rotuladas como o nome de outro medicamento (Polimixina B) no interior das embalagens.

Referenciando Elvino Barros, Helena M. T. Barros e colaboradores:

  • As polimixinas B e E são drogas com alto nível de toxicidade e já antigas. Seu uso havia sido, praticamente, abandonado desde a década de 1970, uma vez que alternativas mais seguras começavam a aparecer. Porém, com o surgimento e a disseminação de cepas, como por exemplo, as de Acinetobacter e de Klebsiella, resistentes a todas as alternativas, o seu uso foi retomado na década de 1990.  “As polimixinas atuam por meio da competição e deslocamento dos íons de cálcio e magnésio, que normalmente estabilizam as moléculas lipossolúveis da membrana externa das bactérias Gram-negativas, mostrando, portanto, atividade bactericida ao alterar a permeabilidade membranar”. Indicações: Infecções graves contra bactérias resistentes a alternativas menos tóxicas. Tem sido usada, principalmente, em infecções causadas por Pseudomonas aeruginosa Acinetobacter sp. 
  • O omeprazol pertence a classe dos Inibidores da Bomba de Prótons (IBP), agindo na redução da acidez gástrica. Este efeito ocorre devido a inibição do transportador H+/K+ ATPase, localizado na superfície secretora da célula parietal gástrica. A inativação é irreversível, de forma que a produção de ácido só acontece após a produção de novas proteínas transportadoras. Indicações: Tratamento da úlcera gástrica/duodenal, profilaxia de úlcera de estresse, dentre outros. 

Fique atento ao rótulo do produto e em caso de dúvidas entre em contato com a ANVISA.

Para maiores informações: ANVISA – Suspenso Lote de Omeprazol da Eurofarma.


Congresso Norte-Nordeste de Ciências Farmacêuticas!

Atenção Farmacêuticos!

O sétimo congresso de Ciências Farmacêuticas acontecerá em Teresina, de 14 a 16 de setembro! Faça já a sua inscrição pelo site http://www.congressocrfpi.org!

O congresso contará com palestras, minicursos, mesas redondas e muito mais!

Dos cursos: Citologia clínica, farmácia hospitalar, aplicação de injetáveis, farmacêutico no emagrecimento e suplementação, dentre outros!

As inscrições para submissão de trabalhos vão até o dia 21 de julho pelo site do evento!

Confira a programação completa no site e fique atualizado!


Brasil pede a OMS vacinas para conter surto de febre amarela

A matéria na íntegra encontra-se no site Medscape:

“O Ministério da Saúde confirmou na noite desta sexta-feira (17) a aquisição de 3,5 milhões de doses de vacinas de febre amarela através do Grupo de Coordenação Internacional (GCI), formado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), Federação Internacional da Cruz Vermelha e Sociedades do Crescente Vermelho (IFRC), Médicos Sem Fronteiras (MSF) e Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), com secretariado da Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS). Pela manhã, a OMS havia informado ao Medscape o pedido de acesso aos seis milhões de vacinas contra febre amarela que a instituição mantém para atender situações de emergência. O governo também anunciou a compra de outras 8,46 milhões de doses do laboratório Bio-Manguinhos, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz)”. (O texto acima, foi retirado da matéria do site Medscape)

A Sociedade Brasileira de Infectologia expediu um informativo com várias recomendações aos profissionais de saúde sobre a temática no dia 13/02/2017. O texto na íntegra você encontra neste link.

Dentre os tópicos do texto estão as recomendações, histórico de transmissão da febre amarela no Brasil, Informações sobre coleta, acondicionamento e transporte de material para exames específicos, dentre outros.

Das recomendações da SBI:

 Não é recomendada a vacinação contra FA de pessoas vivendo fora de áreas endêmicas, uma vez que o risco da vacina suplanta seus benefícios.

 Só é recomendada a vacinação para febre amarela em pessoas vivendo ou que vão viajar para áreas endêmicas para febre amarela, conforme mapa do Ministério da Saúde (Figura disponível no texto original).

 Neste grupo, a vacina é recomendada para pessoas entre 9 meses e 60 anos de idade, desde que não estejam imunossuprimidas, gestantes, mulheres em lactação e pessoas com doença no timo (ver texto para melhor discriminação dos grupos e exceções).

 Pessoas com mais de 60 anos deverão ser avaliadas em relação ao risco/benefício para recomendação de vacinação.

 Quando não há possibilidade de vacinação de pessoas visitando áreas endêmicas, deve-se reforçar medidas de proteção como uso de repelentes e roupas impregnadas com permetrina.

 Repelentes podem ser utilizados em crianças a partir de 2 meses de idade, segundo recomendações internacionais.

 No Brasil, a ANVISA só recomenda a utilização de repelentes a partir de 6 meses de idade (ver texto para melhor discriminação das recomendações).

 Os casos suspeitos devem ser imediatamente notificados aos CIEVS de cada Estado.

(Texto acima retirado do informativo expedido pela SBI)

Cuide-se, divulgue o informativo da SBI e siga as orientações do seu Farmacêutico e do seu Médico no combate contra a FA! Vamos fazer a nossa parte!

 


Homens vs. Mulheres – Diferenças na Farmacocinética

Muitos acadêmicos tendem a se perguntar de forma repetitiva “quais as diferenças entre homens e mulheres no quesito Farmacocinética?”

O artigo de 2014, intitulado “Gender Differences in Pharmacokinetics” da autora Teresa Chu, publicado pela U.S. Pharmacist aponta algumas diferenças entre os mesmos e é sobre esse tema o assunto de hoje.

É sabido que cobaias masculinas são preferíveis em testes clínicos devido a estabilidade hormonal apresentada por machos frente as fêmeas, podendo ser visualizado de maneira mais clara, ou seja, com menos interferência hormonal, os resultados que a droga em teste pode apresentar. Porém muitos pesquisadores questionam esta exclusividade devido a falta de resultados destas drogas no público feminino, que possui diferenças fisiológicas concretas mas não possui dados que possam ser utilizados na posologia e forma de tratamento individualizada deste gênero.

Existem outros pontos importantes que podemos citar no quesito diferença entre os gêneros, temos por exemplo, o metabolismo de fase 1 e 2 que são bem distintos entre homens e mulheres. Várias enzimas do CYP450 (com destaque para as responsáveis pela fase 1) possuem atividade gênero-dependente. Grande parte das enzimas responsáveis pela fase 2 possuem maior atividade no homem do que na mulher.

(Estudos mostram que tais padrões podem ser alterados frente a gravidez e com uso de contraceptivos orais).

Como exemplo prático, temos que o FDA aprovou doses menores de Zolpidem para mulheres com base em 14 estudos contendo avaliações sistemáticas sobre o uso do droga, demonstrando que mulheres possuem maior suscetibilidade ao medicamento do que os homens. Este efeito, segundo os estudos, se dá devido ao clearance de Zolpidem ser mais demorado na mulher do que no homem, o que acaba por ocasionar um prolongamento do efeito por horas.

O artigo afirma que existem diferenças de entre os gêneros nas quatro clássicas etapas que definem a farmacocinética, onde o maior índice de diferenças encontra-se no metabolismo, acredita-se.

Na tabela abaixo, retirada do artigo em questão, é expresso alguns exemplos de enzimas frente suas atividades em cada gênero, confira:

Como mostra a tabela acima, a CYP1A2 (enzima primária no metabolismo de drogas como a Olanzapina e a Clozapina) mostra-se com uma atividade maior nos homens, logo o clearance destas drogas antipsicóticas é mais acelerado em homens que nas mulheres. As mulheres possuem uma reposta melhor a estes tipos de medicamentos, isto se dá, devido ao metabolismo ser mais demorado e as formas ativas dos medicamentos passarem mais tempo no organismo. Porém, como a presença do fármaco é mais demorada no organismo, elas sofrem com efeitos secundários não tão comuns nos homens.

Outro ponto importante a ser salientado é que a maioria das enzimas responsáveis pela fase 2 metabólica, como já falado anteriormente, encontram-se em maior atividade nos homens do que nas mulheres, veja a tabela abaixo:

(Tabela extraída do artigo supracitado)

Nas outras fases farmacocinéticas também podemos notar certas discrepâncias entre os gêneros humanos. Temos, por exemplo, que as mulheres absorvem o álcool de forma mais rápida e eficaz devido a baixa atividade (quando comparada com o homem) da enzima álcool desidrogenase, responsável pela oxidação do álcool. Sendo assim, as mulheres possuem um pico de concentração plasmática de álcool mais elevado, em termos de velocidade, quando comparamos com a absorção dos homens.

Comparado com os homens as mulheres possuem uma porcentagem maior de gordura corpórea e menor concentração de água corpórea o que pode afetar diretamente o volume de distribuição de certas drogas. Temos que para drogas lipofílicas como opióides e benzodiazepínicos o volume de distribuição é usualmente maior em mulheres, devido a tais drogas se acumularem no tecido adiposo por possuirem maior afinidade pelo mesmo.

Tanto o  volume de sangue renal como a taxa de filtração glomerular são mais elevadas nos homens do que nas mulheres. Logo, as mulheres apresentam uma redução do clearance de drogas que são ativamente eliminadas pelo rim. Como por exemplo: Digoxina, Metotrexato, Gabapentina e Pregabalina.

Existem vários outros parâmetros que podem ser listados que corroboram com a temática acima. Com este acervo de informações na literatura podemos caminhar, cada vez mais, para o uso cabal de uma dose individualizada. De forma ímpar e selecionada, podemos garantir a saúde do nosso paciente como ele merece.