Medicamentos na Odontologia

A realidade da farmacologia no dia-a-dia dos profissionais da saúde é algo muito curioso. Cada profissional, em sua determinada área de atuação, utiliza seus conhecimentos clínicos e farmacológicos nas mais diversificadas terapêuticas. Pensando nisso o site Farmacologia Clínica traz para você um texto de autoria da Dra. Karina Oyama Siqueira, cirurgiã-dentista atuante na cidade de Fortaleza – Ceará, onde o tema é a farmacologia na odontologia.

“A dor e o medo são os sentimentos mais comuns num consultório odontológico. Para lidar com isso, podemos lançar mão dos mais diversos recursos – criar um ambiente tranquilo, músicas relaxantes, psicologia, hipnose e claro, a farmacologia.

Os medicamentos mais tradicionais na odontologia são o trio analgésico, anti-inflamatório e antibiótico, devido à natureza da dor estar geralmente ligada a inflamações e/ou infecções.

Além das prescrições curativas, há também casos onde prescrevemos medicamentos como profilaxia, antes de procedimentos invasivos, ou em pacientes com imunidade comprometida. O medicamento de escolha pode ser um antibiótico de amplo espectro, como a Amoxicilina, para que haja a prevenção de qualquer tipo de infecção proveniente dos procedimentos. O paciente toma o medicamento algumas horas antes da consulta e depois continua tomando normalmente, por pelo menos 5 dias, para não haver criação de bactérias resistentes.

Para amenizar a dor, a inflamação, o trismo e o edema provenientes de cirurgias como implantes e extração de terceiros molares os corticóides são bastante eficientes. O mais utilizado é a Dexametasona, 4mg antes e 4mg depois do procedimento. Nessa dosagem não há efeitos colaterais severos.

Para diminuir a ansiedade podemos indicar relaxantes musculares (que também promovem a diminuição da saliva) ou antialérgicos.

Há também a sedação consciente via oral, onde os medicamentos mais utilizados são os Benzodiazepínicos como Diazepam e Lorazepam. O ideal é que o dentista não prescreva o medicamento e sim entregue a quantidade de comprimidos necessárias para o paciente. Outra opção é o uso do óxido nitroso, mais conhecido como gás do riso, que já é uma realidade nos Estados Unidos e Europa, mas no Brasil ainda ocorre de forma tímida.

Em caso de cirurgias mais complexas há a possibilidade da sedação parenteral, mas nesse caso é necessária a presença de um profissional habilitado, de exames prévios e monitoramento do nível de oxigênio do paciente durante todo o procedimento.

Diante desse leque de opções, é importante que os profissionais estejam conscientes do que vão prescrever para seus pacientes, pois sabemos que qualquer medicamento tem seus efeitos colaterais e que o uso indiscriminado deles pode causar resistência e interações medicamentosas. O corpo humano é uma máquina perfeita, devemos confiar mais nela para que se recupere da forma mais natural possível, lembrando que o medicamento vai melhorar os sintomas e ajudar a eliminar parte do problema, mas sua causa deve ser investigada e solucionada e o mais importante: o paciente deve ser visto e atendido como um todo e não apenas como uma boca!”

Dra. Karina atende na rua Rua Silva Paulet, 1583 Sala 11 Fortaleza – CE, e pelos telefones:

  • (085) 98658-1737
  • (085) 3224-1959
  • (085) 3224-6464

Página Oficial no Facebook: Consultório Odontológico Dra. Karina Oyama

Fontes e referências bibliográficas do texto:

Uso de Corticosteroide no Pré-Operatório em Cirurgia de Terceiros Molares. Artigo de autoria de Ândria Vicente & Ana Olívia Back Loff, disponível no site.

Bacteremias em Odontologia. Artigo de autoria Maitê André Camargo; Alessandra Cristine Santana; Antonio Alberto de Cara; Geraldo Prestes de Camargo Filho; Maria Inez Roda, Rodrigo Otávio Di Nápoli Melo e José Aparecido Jam de Melo. Disponível em aqui.


One Comment on “Medicamentos na Odontologia”

  1. Thanks very interesting blog!


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