Suplementos Vitamínicos – Automedicação Preocupante

O Jornal O Globo, noticiou no dia 19 deste mês, uma matéria sobre os riscos da suplementação de vitaminas intitulado: Consumo de suplementos vitamínicos sem necessidade pode prejudicar saúde. É um assunto bem delicado, uma vez que a “empurroterapia”, frente a algumas farmácias e profissionais, deste tipo de produto é algo frequente. Quem nunca passou em uma farmácia e de cara foi oferecido um polivitamínico como alternativa para males como “cansaço ou mal estar”? “- Ah! Isso é falta de vitamina, senhora! Leve este!”

Esta prática é tão presente no nosso dia a dia que é sempre interessante estar atento para este tipo de abordagem. Consulte sempre um médico ou um nutricionista para checar se a sua alimentação está de acordo com as suas necessidades fisiológicas.

Como o intuito do site é promover o conhecimento, deixo o link do Caderno de Atenção Básica – Carência de Micronutrientes, disponibilizado pelo Ministério da Saúde, para auxiliar profissionais da área e dar um conhecimento mais aprofundado sobre a temática.

Também trago para você, leitor, um artigo intitulado: Suplementos vitamínicos e/ou minerais: regulamentação, consumo e implicações à saúde. Trata-se de um artigo recente (Cad. Saúde Pública, Rio de Janeiro, 31(7):1371-1380, jul, 2015) onde trago o resumo do mesmo:

“Em decorrência das mudanças no padrão alimentar da população, a suplementação da dieta com micronutrientes é prática comum. A preocupação com a saúde e a facilidade de comercialização dos suplementos vitamínicos e/ou minerais, aliadas ao forte apelo publicitário, têm estimulado a população ao consumo indiscriminado desses produtos, o que pode acarretar riscos à saúde. Este trabalho teve como objetivo avaliar a legislação relativa ao cenário do consumo e segurança do uso de suplementos vitamínicos e/ou minerais no Brasil. Verificou-se que as legislações brasileiras a esse respeito são complexas, dificultando o entendimento das normas e a aplicação destas. Estudos sobre o consumo de suplementos pela população brasileira são limitados, e o consumo inadequado por falta de conhecimento é um potencial risco à saúde da população. Concluiu-se que há necessidade de implementação de políticas públicas que promovam o esclarecimento da população, dos profissionais da área de saúde e do comércio sobre o assunto.” (Autoria do artigo: Lucile Tiemi Abe-Matsumoto, Geni Rodrigues Sampaio e Deborah H. M. Bastos).

Vamos pensar muito bem antes de consumir qualquer produto desta categoria. Não se automedique! Procure um profissional adequado para lhe dar todas as informações necessárias. Lembre-se: Sua saúde em primeiro lugar!


One Comment on “Suplementos Vitamínicos – Automedicação Preocupante”

  1. Rodrigo Baréa disse:

    Olá! Desculpe mas não concordo totalmente com a matéria, haja visto que não é o ministério da saúde que deu as diretrizes das doses recomendadas diariamente para consumo de vitaminas e, sim, o ministério da agricultura que, por sua vez, está sem revisar há mais ou menos 50 anos.
    Exemplo disso é que a pouquíssimo tempo atrás a RD de vitamina D era 200UI e há anos se sabe que essa dose leva ao raquitismo do adulto. Recentemente o medicamento DePura mudou para 500UI (um frasco não é suficiente para 2 dias de tomada). A recomendação fisiológica deveria ser em torno de 10.000UI á 15.000UI e tem “profissionais” que dizem que essa dose é tóxica. Sem embasamento algum essa matéria, me desculpem! Os americanos mudaram a RD da vit. D recentemente e, agora todos os cientistas seguem como uma boiada a nova diretriz. Porque não questionaram há anos atrás?


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