O antidepressivo Riparina!

Como anunciado há uns dias, o site Farmacologia Clínica vai abrir espaço para os pesquisadores mostrarem a sua produção científica! Para inaugurar o nosso espaço, trago hoje para vocês o artigo da Doutoranda e Mestra em Farmacologia, Auriana Vasconcelos. Vamos conhecer este ativo que promete ser uma ótima alternativa terapêutica para tratamento da depressão.


Título: Subchronic administration of riparin III induces antidepressive-like effects and increases BDNF levels in the mouse hippocampus. 

Autores: Auriana S. Vasconcelos, Iris C.M. Oliveira, Laura T.M. Vidal, Gabriel C. Rodrigues, Stanley J.C. Gutierrez, Jose M. Barbosa-Filho, Silvânia M.M. Vasconcelos, Marta M. de Franca Fonteles, Danielle M. Gaspar, Francisca C.F. de Sousa.

Revista: Fundamental & Clinical Pharmacology, 2015.


Não preciso lembrar da importância de avaliar, identificar e tratar o quadro depressivo na atualidade. A depressão bate a porta de quem menos espera e merece toda a atenção de todos os profissionais da área da saúde.

Levando em consideração o atual quadro mundial, onde tivemos registro de, pelo menos, 298 bilhões de casos mundialmente (somente em 2010) é uma questão delicada e que merece total respeito pela condição. O artigo supracitado informa que a prevalência maior está entre as mulheres do que os homens, sendo assim, o público feminino (além de mais respeito) merece uma atenção maior.

É sabido que os produtos de origens naturais tem ganhado espaço na pesquisa científica visando o isolamento de moléculas promissoras nas mais diversas áreas farmacológicas. Nesse ínterim é que surge a Riparina 3, uma alcamida isolada da planta Aniba riparia que promete ter efeitos antidepressivos bem expressivos.

A metodologia dos pesquisadores foi a do tratamento crônico com corticosterona para indução da depressão e promover a remissão do quadro depressivo com a riparina 3.

Como resultados, os pesquisadores constataram que a Riparina 3 conseguiu aumentar os níveis de BDNF (Sigla em inglês para Fator Neurotófico Derivado do Cérebro), quando comparada com o grupo que foi tratado com corticosterona.

Uma dos coeficientes que tem se mostrado presente nos quadros depressivos é a redução do BDNF, como afirma o artigo intitulado: “The Roles of BDNF in the Pathophysiology of Major Depression and in Antidepressant Treatment”, com a autoria de Bun-Hee Lee Youg-Ku Kim. Sendo assim, ter uma droga com potencial efeito positivo sobre este fator neurotófico pode auxiliar na remissão depressiva.

Esperamos ver mais produções literárias em relação a esta droga fantástica que se mostrou eficaz no tratamento depressivo.



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