As farmácias não vendem mais meu medicamento, o que fazer?

Quem já se deparou com este tipo problema, seja como profissional ou como paciente, sabe que é algo bem inconveniente de se resolver. Muitas vezes o paciente faz uso de forma crônica de um fármaco e ele some do mercado farmacêutico sem aviso prévio. Este é um problema muito sério, pois mexe com toda a logística do profissional prescritor e com a vida financeira de quem adquire o medicamento. Não é raro o paciente não saber qual conduta tomar e nem solicita ao profissional farmacêutico algumas orientações sobre o ocorrido.

Pois bem, o que fazer?

O ANVISA publicou, no dia 12/07/17, algumas recomendações sobre a temática que vale a pena divulgar:

– Quais os motivos pelos quais um medicamento deixa de ser encontrado?

  • Ainda não existe registro no Brasil.
  • O registro foi cancelado.
  • O laboratório parou de fabricar o produto.
  • Há problemas na distribuição do produto em sua cidade.
  • O laboratório  parou temporariamente de produzir o produto.
  • O medicamento foi retirado do mercado pela Anvisa por problemas na qualidade.

Segundo a ANVISA:  “…os laboratórios são obrigados a informar sempre que houver risco de um produto sair das prateleiras e deixar pacientes sem tratamento. Pela regra, esse aviso deve ser feito com, pelo menos, 12 meses de antecedência, quando houver risco de desabastecimento”.

Sendo assim, procure sempre um farmacêutico e confira se existe algum aviso de interrupção de produção de algum medicamento que você faz uso. Informe ao profissional prescritor o mais rápido possível para que seja tomadas as devidas providências. Seu tratamento é coisa séria, não deixe para depois.

Entrar em contato com SAC (Serviço de Atendimento ao Cliente) do laboratório em questão é sempre interessante. O número para contato encontra-se na embalagem do medicamento. O laboratório pode lhe informar se a falta é provisória ou definitiva. Caso tenha dificuldade neste procedimento fale com um farmacêutico. Tenha certeza que ele vai esclarecer todas as suas dúvidas da melhor maneira possível.

Na grande maioria das vezes existem alternativas terapêuticas (genéricos, similares, outros medicamentos) disponíveis no mercado. Converse com seu Farmacêutico e com o profissional prescritor para ver qual a melhor conduta a ser tomada.

Nunca se automedique! Sua saúde não é brinquedo.


Congresso Norte-Nordeste de Ciências Farmacêuticas!

Atenção Farmacêuticos!

O sétimo congresso de Ciências Farmacêuticas acontecerá em Teresina, de 14 a 16 de setembro! Faça já a sua inscrição pelo site http://www.congressocrfpi.org!

O congresso contará com palestras, minicursos, mesas redondas e muito mais!

Dos cursos: Citologia clínica, farmácia hospitalar, aplicação de injetáveis, farmacêutico no emagrecimento e suplementação, dentre outros!

As inscrições para submissão de trabalhos vão até o dia 21 de julho pelo site do evento!

Confira a programação completa no site e fique atualizado!


Brasil pede a OMS vacinas para conter surto de febre amarela

A matéria na íntegra encontra-se no site Medscape:

“O Ministério da Saúde confirmou na noite desta sexta-feira (17) a aquisição de 3,5 milhões de doses de vacinas de febre amarela através do Grupo de Coordenação Internacional (GCI), formado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), Federação Internacional da Cruz Vermelha e Sociedades do Crescente Vermelho (IFRC), Médicos Sem Fronteiras (MSF) e Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), com secretariado da Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS). Pela manhã, a OMS havia informado ao Medscape o pedido de acesso aos seis milhões de vacinas contra febre amarela que a instituição mantém para atender situações de emergência. O governo também anunciou a compra de outras 8,46 milhões de doses do laboratório Bio-Manguinhos, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz)”. (O texto acima, foi retirado da matéria do site Medscape)

A Sociedade Brasileira de Infectologia expediu um informativo com várias recomendações aos profissionais de saúde sobre a temática no dia 13/02/2017. O texto na íntegra você encontra neste link.

Dentre os tópicos do texto estão as recomendações, histórico de transmissão da febre amarela no Brasil, Informações sobre coleta, acondicionamento e transporte de material para exames específicos, dentre outros.

Das recomendações da SBI:

 Não é recomendada a vacinação contra FA de pessoas vivendo fora de áreas endêmicas, uma vez que o risco da vacina suplanta seus benefícios.

 Só é recomendada a vacinação para febre amarela em pessoas vivendo ou que vão viajar para áreas endêmicas para febre amarela, conforme mapa do Ministério da Saúde (Figura disponível no texto original).

 Neste grupo, a vacina é recomendada para pessoas entre 9 meses e 60 anos de idade, desde que não estejam imunossuprimidas, gestantes, mulheres em lactação e pessoas com doença no timo (ver texto para melhor discriminação dos grupos e exceções).

 Pessoas com mais de 60 anos deverão ser avaliadas em relação ao risco/benefício para recomendação de vacinação.

 Quando não há possibilidade de vacinação de pessoas visitando áreas endêmicas, deve-se reforçar medidas de proteção como uso de repelentes e roupas impregnadas com permetrina.

 Repelentes podem ser utilizados em crianças a partir de 2 meses de idade, segundo recomendações internacionais.

 No Brasil, a ANVISA só recomenda a utilização de repelentes a partir de 6 meses de idade (ver texto para melhor discriminação das recomendações).

 Os casos suspeitos devem ser imediatamente notificados aos CIEVS de cada Estado.

(Texto acima retirado do informativo expedido pela SBI)

Cuide-se, divulgue o informativo da SBI e siga as orientações do seu Farmacêutico e do seu Médico no combate contra a FA! Vamos fazer a nossa parte!