FDA aprova o “Viagra Feminino”

Em breve chegará ao mercado americano o “Viagra Feminino”. É uma longa jornada até a aprovação total pela FDA, mas mesmo assim a indústria detentora da patente mostra-se confiante. Inicialmente o produto havia sido rejeitado pela FDA, porém em junho deste ano, com novos testes apresentados, a FDA voltou atrás da negativa. Flibanserin [Addyi] (“Pink Pill”), como também é chamada, é patente da Sprout Pharmaceuticals, empresa que prevê a chegada do produto no mercado americano em 7 de outubro deste ano. Como foco, o medicamento visa tratar mulheres em menopausa como redução de libido. Porém existem pessoas que se mostraram muito receosas e até contrarias ao uso do medicamento.

“Salvação de uns e desgraça de outros”. Segundo o site Medscape, vários profissionais enviaram cartas e documentos ao FDA solicitando a não-aprovação do produto. Dentre as alegações, os efeitos adversos com o uso concomitante de álcool e de qual forma a industria detentora do medicamento caracteriza “baixo libido feminino”, foram destaques.

A notícia na íntegra você acompanha no link abaixo:
http://www.medscape.com/viewarticle/849643#vp_1


Medicamentos mais prescritos

Foi publicado recentemente no site Medscape um artigo falando sobre os 100 medicamentos mais prescritos nos Estados Unidos. O Synthroid®, pertencente ao laboratório Abbott, foi o medicamento mais prescrito dentre os 100 da lista, sendo acompanhado logo em seguida pelo Crestor® (laboratório ASTRAZENECA). No Brasil, segundo o Conselho Federal de Farmácia, “O medicamento mais vendido no Brasil em 2014 foi um produto genérico. De acordo com o IMS Health, a Neo Química, marca institucional da Hypermarcas para genéricos e similares, vendeu R$ 515 milhões em anti-hipertensivo losartana potássica no ano passado. Já em volume, o produto mais vendido, também da Neo Química, foi o descongestionante nasal Neosoro, que chegou perto de 40 milhões de unidades vendidas.

O site O Globo, em 2013, publicou uma lista de medicamentos mais vendidos no país, dentre eles o Neosoro ficou em primeiro lugar, seguido pelo Puran T4® (do laboratório SANOFI-AVENTIS).

E você? O que achou da lista e da imagem que estes dados mostram? Qual a sua interpretação frente a isso? Comente no espaço abaixo a sua opinião e fique a vontade para debates e discutir com outros colegas.

O site Farmacologia Clínica vai abrir o tópico para debates. É sempre interessante fazer este comparativo sobre os medicamentos prescritos / vendidos aqui e fora do país, pois com isso podemos entender como está funcionando a terapêutica estrangeira, como andam as principais doenças ao redor do mundo e ainda aprimorar, aprender e ensinar novas abordagens.

Link da lista no site Medscape

Comentário do Conselho Federal de Farmácia

Lista publicada no site O Globo em 2013


Dapagliflozina no tratamento da Diabetes.

Trata-se de uma alternativa terapêutica para o tratamento da Diabetes Mellitus tipo 2. A dapagliflozina foi matéria recente no site Medscape como uma excelente escolha para terapia contra este enfermo. Segundo as Novas Diretrizes da Sociedade Brasileira de Diabetes, o mecanismo de ação deste fármaco baseia-se em sua atuação como inibidor do co-transporte tubular renal de sódio-glicose (inibidores do SGLT2 – do inglês Sodium-Glucose Linked Transporter type II). A dapagliflozina integra esta classe de medicamentos juntamente com outros fármacos, como por exemplo, a canagliflozina e empagliflozina. Estes dois últimos recentemente disponíveis.

Dapagliflozin_1

Medicamentos desta classe atuam inibindo a reabsorção tubular proximal de glicose e sódio, por mecanismo independente de insulina, promovendo um aumento de glicosúria (presença de glicose na urina) com melhora do controle glicêmico, perda de peso e redução da pressão arterial. Estes medicamentos dependem da habilidade renal de filtrar glicose e não devem portanto ser utilizados em pacientes com TFG < 30 ml/min. O artigo do site Medscape ressalta ainda que este medicamento está indicado em pacientes com insuficiência renal leve, porém, não deve ser utilizado por pacientes com insuficiência renal moderada ou grave, pois o mesmo depende da saúde renal para ter efeito terapêutico. O uso de dapagliflozina está associado também ao aumento da incidência de infecções do trato urinário inferior, porém estas infecções geralmente são leves ou moderadas, respondendo a tratamentos básicos com antibióticos. Para mais informações, consulte as referências bibliográficas abaixo e o bulário eletrônico da ANVISA, onde possuem os medicamentos disponíveis em território nacional e suas respectivas características farmacológicas e clínicas. Para os sites de pesquisa eu recomendo as palavras-chave: Dapagliflozin e SGLT2.

Referências Bibliográficas:

  • Artigo publicado no portal Medscape:
    http://www.medscape.com/viewarticle/839642
  • Diretrizes da Sociedade Brasileira de Diabetes:
    http://www.diabetes.org.br/images/2015/area-restrita/diretrizes-sbd-2015.pdf