[AR] Colágeno: Uma revisão sobre suas fontes e possíveis aplicações cosméticas

O artigo de revisão de autoria de María Isabela Avila Rodríguez e colaboradores, traz uma abordagem bem interessante sobre o tema e, por isso, achei pertinente trazer este artigo para o site.

Para você que não acompanha o instagram, o site promove várias lives e, uma delas, foi com a Dra. Auriana Vasconcelos Mallmann com a temática: Cosmetologia! Se você não viu, não tem problema! A live está salva e você pode assistir no instagram quando quiser! Só entrar no perfil @Farmacologia.Clinica e pronto!

Voltando para o artigo, ele traz uma introdução bem interessante, citando as funções do colágeno. Ele fala, por exemplo que:

o colágeno é uma das proteínas mais abundantes produzidas no corpo humano. É responsável pela estabilidade e força do tecidos corporais, criando redes de suporte ao longo de toda a estrutura celular. Com o passar do tempo, a fibra é danificada e como um dos muitos efeitos, confere à pele o efeito indesejável de rugas. Após uma pesquisa precisa, ficou comprovado que as fibras danificadas poderiam ser substituídas por novas quando um indivíduo ingerisse a proteína hidrolisada.

Retirado do artigo Collagen: A review on its sources and potential cosmetic applications. J Cosmet Dermatol. 2017;1–7.

A proteína hidrolisada referida no texto acima trata-se ao colágeno em si. Até agora, a molécula foi classificada em 26 tipos diferentes que são agrupados em oito famílias, dependendo de sua estrutura, cadeia, ligação e posição no corpo humano. Vale ressaltar que existem fontes naturais e sintéticas de colágeno e, dentre estas fontes, os pesquisadores tem estudado diferentes formas para evitar o uso de colágeno bovino, devido a alergenicidade e outros fatores. Por exemplo, o colágeno marinho (tipo I) está sendo apresentado como um excelente ingrediente funcional, também, porque a sua fonte é barata e evita a encefalopatia espongiforme bovina, tornando-o uma opção atraente para desenvolvedores de produtos.

Para você que não sabe o que seria uma encefalopatia espongiforme bovina eu recomendo a leitura do artigo Encefalopatia espongiforme bovina atípica: uma revisão, de Ellen Elizabeth Laurindo e Ivan Roque de Barros:

A encefalopatia espongiforme bovina, comumente conhecida como “doença da vaca louca”, é uma doença degenerativa fatal e transmissível do sistema nervoso central (SNC) de bovinos, com longo período de incubação (média de cinco anos), diagnosticada pela primeira vez em 1986 na Europa”. – Trecho retirado do artigo supracitado de Ellen e Ivan.

Voltando para o artigo sobre colágeno, vale a pena a leitura na íntegra, então, não vou estragar os pontos fortes aqui nesta postagem. Porém, deixo a conclusão do artigo para você, caro leitor, entender aonde os pesquisadores chegaram e ter mais curiosidade de ler sobre o tema:

O colágeno é a proteína mais abundante encontrada no reino animal, e existem diferentes tipos identificados que têm funções específicas em nosso corpo; cada tipo de colágeno exibe distintividade diferente com base em suas características estruturais. Os biomateriais à base de colágeno são muito importantes para a engenharia de tecidos e a medicina regenerativa, devido à sua superior biocompatibilidade e baixa imunogenicidade. Todas as fontes naturais de colágeno encontradas assim como o desenvolvimento de fontes sintéticas tiveram um grande impacto na indústria desta proteína. Espera-se que este ramo industrial se amplie cada vez mais nos próximos anos, abrindo assim novas oportunidades fortes e interessantes no campo de pesquisa aplicável à indústria cosmética.

Todas as informações acima são oriundas do artigo intitulado Collagen: A review on its sources and potential cosmetic applications.

O artigo pode ser lido: aqui

Referências Bibliográficas

RODRÍGUEZ, M. I. A.; BARROSO, L. G. R.; SÁNCHEZ, M. L. Collagen: A review on its sources and potential cosmetic applications. J Cosmet Dermatol. 2017;1–7

LAURINDO. E. E.; BARROS FILHO, I. R. Encefalopatia espongiforme bovina atípica: uma revisão. Arq. Inst. Biol., v.84, 1-10, e0392015, 2017. DOI: 10.1590/1808‑1657000392015

*[AR] = Artigo de Revisão

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